segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SOBRE O PRECONCEITO – A HOMOFOBIA DOS ARMÁRIOS FECHADOS

 
 
Eu sinceramente não tento formar opinião de coisa nenhuma. Mas de coisa nenhuma mesmo!  Quando envio, compartilho, comento ou sei lá o quê, apenas levanto uma bandeira que, por convicção e direito, carrego dentro de mim e acho de utilidade pública tentar, quem sabe, esclarecer alguns pontos obscuros da questão, clareando a mente de outras pessoas, dando a elas maior discernimento no que diz respeito a entender o “diferente” (?) de si como “certo ou errado”.
O que me espanta ou entristece é a hipocrisia. E falo isso porque conheço pilantras que beijam a tua boca e cospem na tua nuca, entende? Comem do teu prato, saboreiam, lambem os beiços, pedem mais e se fartam de mais e mais, até que um dia saem por aí dizendo que têm nojo daquela iguaria. E vomitam o banquete que é pra ninguém ter dúvida do quanto têm aversão ao prato. Infelizes! Preferem o preconceito ao prazer! Gente estúpida! Prefere uma coceirinha ao delicioso orgasmo de antes, desorientado, desgovernado...  Prefere chorar numa cama fria a ferver num leito em chamas... Prefere se frustrar com outro tipo de macho por aí... Prefere se esfregar nos travesseiros, urrando, melando os pelos, imaginando grelos... Mulheres que seguem mal amadas em nome de uma sociedade que não vai lhes dar NADA! Isso é homofobia no sentido real e prático da palavra! Afinal, “essas pessoas” têm medo da homossexualidade, da sua própria homossexualidade...  Merecem um processo na cara! Afinal, falsidade ideológica é crime; propaganda enganosa também. Cabe um processo gostoso, mané!  Muito mais do que os heteros  ignorantes, que simplesmente são “contra”... Porque pior do que ter preconceito, minha querida, é você “se deitar” com ele.
 
 
 
Cacau Rodrigues

O VENENO ERA GOSTOSO... AÍ ESTÁ O PROBLEMA.

 
 
 
Aquele veneno era tão gostoso, mas tão gostoso... que eu morri sorrindo. E hoje sou um triste fantasma, vagando sem coração e sem rumo; um navio sem porto, somente a procura de um corpo; sem vida como todo morto. Eu não me acostumo a viver assim.
 
 
 
Cacau Rodrigues

UMA ANÁLISE BOBA. SÓ ISSO.



E em encontros comigo mesma, percebo o quanto é escuro o labirinto do meu ser. Meu eu, estranho e só, mostra-se (e mostra-me) cada vez mais presente.
Estive em lugares brilhantes, coloridos; mórbidos, perfumados e fedidos; alcoólicos, drogados, sóbrios e fodidos; mas só agora, que chego à beira do ridículo “santifiquismo”, é que percebo que nada sou além de uma romântica triste e depravada, com requintes de uma morbidez clássica, “rimadora” de porra nenhuma, com irônica tendência suicida, disfarçada de poeta, quase quase normal.
 
 
 
Cacau Rodrigues

CARTA PARA SENHORAS DISTINTAS

 
 

Senhoras,
Queridas senhoras...
Distintas senhoras...
Quanta saudade de seus tornozelos,
Suas coxas, seu sexo, seus pelos.
Imagino seios arrogantes
Saltando impetuosos para minha boca...
Alegro-me com minha língua,
Úmida, lasciva,
De gozada saliva,
A passear pelos meus lábios
Enquanto tenho flash de lembrança.
Arrepio-me com tantas lambanças,
“Lambuzanças”...
Banhos gargalhantes,
Corridinhas pelo quarto,
Assim como  crianças.
Sinto saudade de ânimo nas minhas finanças...
Ardem na minha cara os tapas que parei de dar.
Aqui nesta madrugada boba,
Fico lembrando do que fui,
O que fiz,
O que me fizeram...
O que deixei de ser.
Eu senti saudade das primeiras...
Sim, daquelas primeiras...
Aquelas desencaminhadoras...
As vadias,
As donas de casas,
As doutoras...
Até as de agora,
As piradas,
Professoras...
Não, essas não!
Que eu me livre de impostoras!
Eu só lembro de senhoras distintas,  coisas boas...
 
 
 
Cacau Rodrigues

FATO

 
 

 No peito um punhal;
Na vida uma vida sem sal;
No pensamento continua tudo igual.


Cacau Rodrigues
 
 
 

EU QUERO

 
 
 
Eu quero morrer de goles
De porres,
De teu jeito,
Teu leito,
Mal feito malfeito,
Estreito,
Deleite.
Deleito.
Eu quero lembrar
Dos teus beijos,
Dos sorrisos,
Gracejos,
Fingimentos,
Desejos;
Tudo que você despejava em mim.
Eu quero você de novo,
Sem medo de porra nenhuma,
Sem o olhar dos bandidos sociais,
Nas tardes inventivas,
Criativas,
De nossos encontros malditos, marginais.
Eu quero te amar mais uma vez.
Não fuja de mim, garota cruel;
Não diga que não, mulher sem noção;
Vê se me come, que eu te como,
Não diga que não.
 
 
 
Cacau Rodrigues
 
 
 


 
 
 
Não deixe a louca que existe em você morrer nesse hospício. 
Fuja! 
Liberte-se! 
 
Cacau Rodrigues